Gota D’Água uma grande importância para o futuro do nosso país! divulguem a Causa!

VEJA ESTE VIDEO E VERÁ A IMPORTÂNCIA DA CAUSA!!!

O Projeto/Movimento:

Um mundo melhor, mais consciente e solidário.

O Movimento Gota D’ Água surgiu da necessidade de transformar indignação em ação. Queremos mostrar que o bem é um bom negócio e envolver a sociedade brasileira na discussão de grandes causas que impactam o nosso país. Utilizamos nossa experiência em comunicação para dar voz aqueles que se dedicam a estudar o impacto que as decisões de hoje terão no amanhã. Apoiamos soluções inteligentes, responsáveis, conscientes e motivadas pelo bem comum. O Gota D’Água é uma ponte entre o corpo técnico das organizações dedicadas às causas socioambientais e os artistas ativistas e você.

Belo Monte

A primeira campanha do Movimento discute o planejamento energético do país, que pretende construir mais de 50 hidrelétricas na Amazônia, através da análise do projeto da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. O braço técnico desta campanha é composto por especialistas ligados a duas organizações de reconhecida importância para a causa: “Movimento Xingu Vivo Para Sempre” e “Movimento Humanos Direitos”.

Conselho Movimento Gota D’Água

Maria Paula Fernandes, Sergio Marone, Marcos Prado, Tica Minami, Juliana Helcer, Enrico Marone, Ana Abreu, Luciana Soares de Souza, Ana Luiza Chafir, Thiago Teitelroit, Maria Paula Fidalgo, Luiza Figueira de Mello, Fernanda Mayrink, Miguel Pinto Guimarães.

Conselho Belo Monte

Antônia Melo, Ricardo Rezende, André Villas-Bôas, Eduardo Viveiros de Castro, Marcelo Salazar, Pedro Bara, Ricardo Baitelo.

O que fazemos

Hoje existem inúmeros caminhos para a geração e disseminação de informação e nossa proposta é usar estas inovações para seduzir e mobilizar a sociedade. A missão do Gota D’Água é sensibilizar a população para causas sociais e ambientais utilizando ferramentas de comunicação em multiplataforma.

NOSSA HISTÓRIA

Tudo começou com uma gota de esperança, uma boa dose de indignação e a convicção de que nossas escolhas definem o nosso Futuro. Em apenas dois meses, reunimos um grupo de atores e profissionais talentosos, conscientes e corajosos para questionar a construção da hidrelétrica de Belo Monte – a mais agressiva intervenção na maior floresta do mundo!

É a Gota D’Água +10

Um milhão de gotas pela vida

Quando o contador de assinaturas começou a se movimentar de maneira frenética, descobrimos que a nossa sede de participar da discussão sobre os rumos que o Brasil vem escolhendo era a de muitos. Em uma semana alcançamos 1 milhão de assinaturas com uma campanha totalmente independente e sem qualquer apoio financeiro ou institucional.

Nosso trabalho foi alvo de críticas por usarmos uma linguagem simples, leve e irreverente. O que nossos críticos não entenderam é que essa foi uma escolha consciente. Ao simplificar o entendimento de um tema tão complexo e pesado, demos a chance para um maior número de pessoas conhecerem este dilema. A partir de então, levantamos e aprofundamos a discussão, apontando os principais questionamentos e ouvindo as explicações de diversos especialistas no assunto.

Rebate I e II

Eduardo Viveiros de Castro na Expedição Xingu

VEJA como são as coisas

Quando a revista Veja publicou uma capa reativa ao impacto do nosso movimento, nós estávamos justamente em Altamira, epicentro da confusão. Fomos a convite das lideranças indígenas e tivemos o privilégio de vivenciar a magnitude do rio Xingu e da floresta. E foi pela voz dos moradores daquela região que demos resposta à matéria visivelmente tendenciosa.

Pimenta nos Olhos dos Outros É Refresco

Tsunami em Brasília

Em dezembro, o Movimento Gota D’Água fez a entrega simbólica das 1.4 milhão de assinaturas no Palácio do Planalto, em Brasília. Usamos 29 mil páginas de jornal velho para dar uma idéia do volume em papel e evitamos assim o desperdício e a geração de lixo. A petição em formato digital foi entregue junto com uma carta endereçada à presidente Dilma Rousseff para os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Edison Lobão (Minas e Energia) e Izabela Teixeira (Meio Ambiente). O governo foi irredutível  quanto à paralisação da obra, mas reconheceu falhas no processo de Belo Monte e se propôs a ampliar o diálogo sobre a política energética brasileira.

Nosso oceano

Nessa intensa trajetória, o Movimento Gota D’Água conta com o apoio de importantes organizações que atuam em causas socioambientais. Além dos parceiros Movimento Xingu Vivo Para Sempre e Movimento Humanos Direitos, temos ao nosso lado Amazon Watch, Instituto Socioambiental-ISA, Floresta Faz a Diferença, Greenpeace, WWF-Brasil e International Rivers. Todo material que produzimos tem por base os dados dos parceiros acadêmicos de diversas instituições de pesquisa do país. Todos eles são integrantes do Painel de Especialistas que elaborou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de Belo Monte. Afinal, nossa missão é dar voz àqueles que se dedicam a estudar o impacto que as decisões de hoje terão no amanhã.

Fundação leva famílias para curtir o “Férias na Mata Atlântica”

No último sábado (21), a Fundação SOS Mata Atlântica levou pais e filhos para interagir e aprender sobre como cuidar do meio ambiente, na primeira edição de 2012 do Férias na Mata Atlântica, com o tema “Atitudes Pela Mata Atlântica”.

Crianças de 5 a 12 anos, acompanhadas dos responsáveis, passaram o dia no Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Schincariol, em Itu (SP). Durante o evento, muito aprendizado e diversão! Foi realizado o plantio de mudas de árvores da Mata Atlântica, além de piquenique, brincadeiras, oficina de brinquedos, dinâmicas e exibições de vídeos envolvendo temas como consumo consciente, água, cidadania e mobilização, e outras atividades, todas gratuitas.

Luana Cruz, de 12 anos, vai guardar a experiência: “Esse dia foi inesquecível e muito legal, porque eu aprendi mais sobre o Planeta.” Os pais também curtiram o programa: “Arthur ficou encantado, se divertiu muito e não queria voltar. Foi um ótimo aprendizado, divertido, muito bem organizado, fomos muito bem recebidos e acolhidos. Um dia inesquecível”, contou Simone Campos Vieira, mãe de Arthur.

BLOG SOS Mata Atlântica.

Expedição ao longo do Rio Ribeira

Confira a bela expedição ao longo do Rio Ribeira exibido pelo programa Antenas Paulista.

Click Aqui e Veja o Video.

Alunos em Ação Confira:

Veja abaixo uma prova do nosso projeto! Estamos aqui para ajudar e preservar a Mata Atlântica com isso faça você o mesmo! plante uma arvore você nem sabe como isso irar ajudar e Muito a Mata Atlântica!

Manacá da Serra(manacá-da-serra)

 

 

Após essa maravilhosa atividade todos posam para a foto ao lado da Professora Nancy

Falta d’água dobra risco de guerra civil, diz estudo!

Explosão demográfica, urbanização desordenada e mau gerenciamento fazem da competição pela água o estopim de centenas de conflitos

Uma das primeiras guerras da história foi travada por causa de água, há 4.500 anos, entre duas cidades-estado à margem do rio Eufrates, região onde fica o atual Iraque. De lá para cá, a quantidade de água potável disponível no planeta não mudou, mas a explosão demográfica, a urbanização desordenada e o mau gerenciamento de um recurso insubstituível fizeram do acesso à água uma competição cada vez mais agressiva – e o estopim de centenas de conflitos.

Um estudo publicado na revista Nature pelo Instituto da Terra da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostra a relação entre a escassez de água e guerra. Analisando o fenômeno El Niño, que em ciclos de três a sete anos provoca aumento na temperatura e diminuição no volume de chuvas, os pesquisadores descobriram que, nos 90 países tropicais afetados pelo fenômeno climático entre 1950 e 2004, o risco de uma guerra civil dobrou, passando de 3% para 6%. “Claro que, sozinha, a falta de água não causa as guerras. Há fatores sociais, políticos e econômicos que devem ser levados em conta”, diz Mark Cane, cientista especializado em clima da Columbia. “Mas onde há tensões latentes, o clima pode ser a fagulha que faltava.”

Os países pobres são os mais atingidos. A rica Austrália sofre com o El Niño, mas a chance de haver uma guerra civil é nula. Em compensação, a guerra civil que matou mais de duas milhões de pessoas no Sudão floresceu em 1963, ano que o El Niño provocou severas secas, e recrudesceu em 1976, 1983 e novamente este ano, períodos em que o país, agora dividido entre Norte e Sul, foi de novo afetado pelo fenômeno.

“As guerras do século 21 serão travadas por causa da água”, disse Ismail Serageldin, do Banco Mundial, em depoimento ao escritor Alex Prud’homme, autor do livro The Ripple Effect, um alentado estudo sobre os desafios relacionados à água, do esgotamento de aquíferos à contaminação da água tratada nasgrandes cidades. As chances de Seralgedin estar certo são grandes. Em 2000, 1,2 bilhão de pessoas não tinham água tratada para beber. Até 2025, serão 3,4 bilhões. Segundo relatório da ONU apresentado em Estocolmo, na Suécia, durante a Semana Mundial da Água, bastaria 0,16% do PIB mundial – o equivalente a 198 bilhões de dólares por ano – para o abastecimento regular de meio bilhão de pessoas, contingente hoje vulnerável a doenças e mesmo à morte por falta de água potável. Caso a questão continue ignorada, até 2030 a demanda de água superará a oferta em 40%.

O NOVO PETRÓLEO – Foi de olho na crescente competição pela água que o empresário T. Boone Pickens, dono de uma imensa quantidade de terra situada sobre o maior aquífero da América do Norte, no Texas, resolveu abastecer Dallas e sua região metropolitana com a água de sua fazenda (no Texas, a lei que gere os recursos hídricos determina que somente a água localizada na superfície é propriedade do estado; o que está abaixo pertence ao dono do terreno).

O projeto previa um investimento de 1,5 bilhão de dólares para a construção de uma tubulação que levasse a água até Dallas. Entusiasmado com o projeto, o bilionário T. Boone afirmou que a era do hidrocarboneto havia passado. “A água é o novo petróleo”, exclamou. Em 2008, o projeto foi suspenso pelo alto custo da tubulação, mas este ano Pickens fechou um acordo vendendo o direito sobre as águas por 103 milhões de dólares.

DISTANTE E CARA – “A água vai ficar cada vez mais cara”, diz João Lotufo, diretor da Agência Nacional de Águas. “A tendência é buscar água cada vez mais longe, o que vai demandar mais recursos para atender uma população crescente.”

Assim como Dallas, São Paulo ‘importa’ mais da metade da água que consome de outras cidades e até mesmo de outros estados. A cidade consome a água de 17 mananciais diferentes e vai precisar de outro até 2015 para garantir o abastecimendo da população. “Em maior ou menor grau, isso vai acontecer com todas as regiões metropolitanas do país”, prevê Lotufo.

Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% precisam de investimentos para aumentar a oferta de água. Em investimentos, isso significa que são necessários 22 bilhões de reais até 2015. Mesmo assim, Lotufo considera impossível faltar água para o abastecimento humano. “O que há é uma competição de usos – industrial, agrícola, doméstico – que desequilibre a oferta. Mas isso só vai acontecer se não houver gestão.”

Com Informações do Planeta Sustentável.

DICAS: Desperdice menos e coma mais!

Não jogue fora o arroz que sobrou do jantar, o pão do churrasco… Com estas receitas fáceis e nutritivas, você aproveita os restos

COM SOBRA DE PÃO FRANCÊS, FAÇA PIZZA FINGIDA
Ingredientes
: 3 pães franceses amanhecidos e fatiados; 1 xícara (chá) de molho de tomate; 2 ovos; cebola, salsinha e azeitonas picadas a gosto – e sal também.
Preparo: forre uma forma – não precisa untar – com as fatias de pão. Espalhe o molho sobre elas e ponha cebola, salsinha e azeitona. Na batedeira, faça claras em neve e, depois, bata as gemas junto. Cubra os pães com esse creme. Leve ao forno e deixe assar por cerca de 20 minutos.
Ganho nutritivo: o licopeno do molho de tomate é um antioxidante que ajuda a circulação sanguínea e a prevenção do câncer de próstata. “Meia xícara do tomate processado sacia sua necessidade diária de licopeno”, aponta Roseli Rossi, nutricionista de São Paulo.

COM SOBRA DE MANGA, FAÇA SUCO DE CASCA DE MANGA

Ingredientes: casca de 3 mangas maduras e grandes; 1 l de água. Atenção: antes de descascar as frutas, lave-as com água e esponja; depois, deixe as mangas de molho por 10 minutos numa solução de hipoclorito de sódio – você acha no supermercado. Receita da solução: 1 parte de hipoclorito para 10 de água. Depois, enxágue as frutas.
Preparo: bata as cascas no liquidificador com apenas 500 ml de água até triturar bem – assim se obtém uma grande quantidade de nutrientes. Coe, ponha o restante da água na jarra, adoce a gosto e mexa com uma colher.
Ganho nutritivo: “A casca da manga concentra mais vitaminas e minerais que a polpa da fruta”, afirma Roseli. Aposte nesse suco para repor as energias após malhar.

COM SOBRA DE ARROZ, FAÇA BOLINHO DE ARROZ ASSADO

Ingredientes: 2 xícaras (chá) do arroz que sobrou do jantar; 1 colher (sopa) de cebola picada; 1 dente de alho picado; 2 colheres (sopa) de salsinha picada; 2 ovos; 1 xícara (chá) de farinha de trigo; sal a gosto.
Preparo: ponha tudo num pote e misture com as mãos até formar uma massa. Aí, faça bolinhos com ela. Unte uma forma com um pingo de óleo, coloque os bolinhos e asse em forno médio por 30 minutos.
Ganho nutritivo: “Carboidrato dá energia. Você pode comer esses bolinhos uma hora antes de fazer exercício aeróbico intenso”, diz Tessa Cristine Alves, nutricionista do Sesc Carmo, em São Paulo.

TÁ NA MÃO

Estas receitas são do programa Mesa Brasil, iniciativa do Sesc São Paulo que combate o desperdício de alimentos. Veja mais no SESC SP

DICAS: Em Paz com o Meio Ambiente!

As sacolinhas plásticas estão com os dias contados: aproveite nossa seleção de ecobags e vá às compras com a consciência tranquila

Em algumas cidades, as sacolinhas plásticas já foram proibidas. Em outras, estão com os dias contados. Mas quem disse que é preciso esperar pela lei para agir de modo ecologicamente correto? Segundo Ana Domingues, da ONG Funverde, essas embalagens “representam 10% do lixo produzido no país”.

E não causam pouco estrago: entopem bueiros, poluem rios e levam séculos para se degradar. A solução é adotar de vez as ecobags. Melhor ainda se forem biodegradáveis ou feitas de materiais reciclados, como as eleitas nesta seleção.

5 SACOLAS PARA DEIXAR AS COMPRAS MAIS ECOLÓGICAS

 

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Resistente e biodegradável
De algodão puro, a Keca suporta diversas viagens carregando até 15 kg. Quando descartada, leva apenas três meses para se decompor, contra os 400 anos do saco plástico. Ecosus, R$ 1,29.

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Traço de artista
Faz parte de uma linha assinada por oito designers a sacola Ave Eva Ave, com ilustração da pernambucana Joana Lira. De ráfia sintética reciclável. Tok & Stok, R$ 5,90.

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Exclusivas
As coloridas ecobags da Cooperativa Mulheres Arteiras são feitas de lonas plásticas que, um dia, foram banners publicitários – ou seja, nenhuma é igual à outra! Esta vale R$ 5.

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Fashion
Da badalada marca australiana Envirosax, é produzida com poliéster reciclado e oferece dezenas de opções de estampas. Dobrada, cabe na palma da mão! Monkey Store, R$ 59,90.

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Longa vida
Retalhos de caixinhas do tipo Tetra Pak, costurados pelo avesso, são a matéria-prima desta bolsa ecológica e artesanal. Brasilianas Feito à Mão, R$ 10.

*preços pesquisados em 4 de julho de 2011, sujeito a alteração.

Com Informações do Planeta Sustentável.

Degradação florestal aumenta 241%

Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia divulgou na terça-feira, 23/08, o boletim do SAD – Sistema de Alerta de Desmatamento da Amazônia Legal referente ao mês de julho de 2011, que aponta que houve aumento de 241% na degradação florestal da região nos últimos 11 meses.

Provocada, entre outras atividades insustentáveis, pela exploração ilegal de madeira, a degradação florestal totalizou 6.389 km², entre agosto de 2010 e julho de 2011, enquanto que, no período anterior – agosto de 2009 a julho de 2010 –, a prática afetou 1.873 km² de floresta.

Segundo o boletim do SAD, o desmatamento acumulado na Amazônia Legal, nos últimos 11 meses, também sofreu aumento de 9%: foram registrados 1.628 km² desmatados entre agosto de 2010 e julho de 2011, contra 1.488 km² no período anterior.

AS BOAS NOTÍCIAS DE JULHO
Ao comparar, apenas, os índices de julho de 2010 e 2011, o boletim do SAD trouxe boas notícias, no que diz respeito ao desmatamento e à degradação florestal da Amazônia Legal. Segundo o relatório, houve queda de 40% no desmatamento da região e de cerca de 27% nas práticas de degradação florestal.

O Imazon alertou que os dados do SAD não são 100% precisos, por conta da cobertura de nuvens na região da Amazônia Legal. O fenômeno impossibilitou o monitoramento em cerca de 18% da região.

Com Informações do Portal Planeta Sustentável.

“MATA ATLÂNTICA” O TESOURO DESTE PAÍS!

MATA ATLÂNTICA

Estamos tão acostumados com paisagens urbanas e grandes plantações e pastos que parece lenda dizer que uma floresta exuberante ocupava grandes espaços no litoral, serras e interior do Brasil. Mais fantástico ainda é saber que, apesar de fragmentada e praticamente restrita a lugares inacessíveis(como as serras), a Mata Atlântica ainda abriga uma das maiores biodiversidades do mundo e influencia a vida da maioria dos brasileiros, mesmo sem que estes a conheçam ou percebam o seu devido valor.

A Mata Atlântica exerce um enorme fascínio àqueles que percorrem o seu interior. Impossível não ficar maravilhado com a diversidade de formas e cores das suas plantas, com os seus odores e sons variados, com os pequenos córregos e as cachoeiras. Poucos lugares na Terra abrigam tantas formas de vida: são milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos, muitas delas ainda nem descritas pela ciência. Por toda esta biodiversidade, a Mata Atlântica foi declarada pela Unesco como Reserva da Biosfera, um Patrimônio da Humanidade.

No seu sentido mais amplo, a Mata Atlântica é um bioma com várias formações vegatais. Antes da colonização, abrangia cerca de 15 % do território brasileiro, ocorrendo ao longo da costa, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, e estendendo-se por centenas de quilômetros continente adentro, nas regiões Sul e Sudeste, chegando à Argentina e ao Paraguai.

A origem da Mata Atlântica está associada à separação dos continentes americano e africano( eles formavam um único continente chamado Gondwana), iniciada há mais de 100 milhões de anos, quando, devido a processos geológicos, surgiu a cadeia de montanhas que formam.

As cadeias montanhosas constituíram uma barreira para os ventos carregados de umidade que vinham do oceano. Sob a forma de névoa ou chuva, a umidade ajudou a criar as condições necessárias para as formações vegetais, que originaram parte da Mata Atlântica, instalarem-se

A atual grande biodiversidade da Mata Atlântica formou-se ao longo de dezenas de milhões de anos atrás, sendo que o evento dos refúgios pode ter contribuído para aumentar essa biodiversidade. Segundo a teoria dos refúgios, durante o período entre 2 a 4 milhões de anos atrás, o globo começou a sofrer prolongadas estações de frio (eras glaciais), quando a Mata Atlântica encolhia e, consequentemente, isolava-se de outras floresta, para depois se expandir nos intervalos de calor. Nesses sucessivos isolamentos, a fauna existente na época teria se refugiado nos fragmmentos remanescentes(chamados de refúgios). Assim, a mesma espécie teria ficado dividida em diversos refúgios separados por barreiras ecológicas, sendo submetidas a diferentes condições de sobrevivência. Cada uma delas teria sofrido especiação (mecanismo evolutivo que leva à formação de espécies). Quando as condições climáticas voltaram a ser as mesmas, as barreiras ecológicas desapareceram, as matas uniram-se novamente e as espécies, separadas por longos períodos, voltaram a conviver. No entanto, em muitos casos, a especiação havia sido tanta que a mesma espécie original já não tinha mais compatibilidade suficiente para que ocorressem cruzamentos.

 A água e a floresta

“A Mata Atlântica está intimamente ligada à água. Quando a chuva cai na mata, as folhas diminuem a intensidade com que a água chega ao solo, prevenindo a erosão e protegendo plantas muito jovens. A água atinge a camada de folhas mortas do chão e, ao umedecê-la, acelera o processo de decomposição. Infiltra-se, então, pelo solo, alimentando o lençol freático até aflorar na superfície, através dos “olhos dágua” ou nascentes. Ao pecorrer este caminho vertical, a água vai sendo enriquecida com sais minerais e substâncias orgânicas que serão incorporadas ao solo. Essencial para a hidratação das células e fotossíntese, a água no solo é então absorvida pelas raízes.

 

Além de milhares de pequenos rios perenes, constantemente alimentados pela água da chuva, que afloram nos seus remanescentes, a região da Mata Atlântica é cortada por rios grandes como o Paraná, o Tietê, o São Francisco, o Doce,o Paraíba do Sul, o Paranapanema e o Ribeira de Iguape, importantíssimos na manutenção do clima, na agricultura, na pecuária e em todo o processo de urbanização do País . Diversos rios que abastecem as cidades e metrópoles brasileiras nascem na Mata Atlântica, beneficiando mais de 100 milhões de pessoas.

Em alguns locais, onde predominam as rochas calcárias, os rios e a água infiltrada no solo contribuem para a formação de cavernas, podendo originar grandes complexos cavernícolas, como é o caso da região do Vale do Ribeira no Estado de São Paulo.

Sem as florestas, a água perde a sua proteção, as nascentes secam, os rios são assoreados, ocorre a erosão e perda de fertilidade do solo, mundanças no clima local e a redução da biodiversidade.

Biodiversidade

Os números da riqueza natural da Mata Atlântica impressionam: 50% das espécies de árvores são endêmicas, ou seja, não são encontradas em outro lugar do mundo. Este fenômeno chega a 70% no caso de espécies como as orquídeas e bromélias.

Estudos desenvolvidos por pesquisadores identificaram a ocorrência de 454 espécies de árvores numa área de um hectare localizado no sul da Bahia. Esta descoberta supera o recorde anterior registrado em 1986 na Amazônia Peruana, que incluia 300 espécies por hectare, e revela que a Mata Atlântica pode possuir a maior diversidade de árvores do mundo.

Dentro da grande variedade de fauna existente na Mata Atlântica, algumas espécies possuem ampla distribuição, podendo ser encontradas em outras regiões, como nos casos da onça pintada, dos gatos-do-mato, da anta, da queixada, de alguns papagaios, corujas, gaviões e outros. No entanto, existe uma enorme quantidade de espécies endêmicas. São os casos das cerca de 73 espécies de mamíferos e das 181 espécies de aves. Entre os anfíbios o número é ainda mais surpreendente, das 280 espécies catalogadas, 253 são consideradas endêmicas. Infelizmente, vários estudos já revelaram que a destruição da floresta está provocando o desaparecimento de muitas espécies, algumas que nem chegaram a ser conhecidas pela ciência.

A diversidade não se limita às espécies de flora e fauna. A Mata Atlântica também abriga um grande patrimônio étnico, cultural, histórico, arqueológico, arquitetônico, construído ao longo de séculos pelas comunidades tradicionais que viviam e vivem na floresta como os indígenas, os caiçaras, os quilombolas e os caboclos.

Esses povos da floresta podem ensinar muito sobre os usos que a enorme biodiversidade pode oferecer para a humanidade. Hoje, 40% dos medicamentos, destinados a um mercado consumidor mundial, são sintetizados ou produzidos a partir de espécies naturais. Portanto, conservar a biodiversidade e respeitar os direitos e os conhecimentos adquiridos dos primeiros grupos culturais do país é, no mínimo, extremamente estratégico no mercado globalizado atual.

Desafios Atuais

“O resultado de todo esse histórico de destruição é uma fragmentação cada vez maior da Mata Atlântica e a consequentemente redução da sua biodiversidade, seja pela perda de áreas significativas que abriguem populações saudáveis das várias espécies, seja pela diminuição das trocas genéticas. Hoje, a Mata Atlântica está em péssima posição de destaque, como um dos conjuntos de ecossistemas mais ameaçados de extinção do mundo . Os principais fatores de degradação e pressão são o veloz processo de industrialização e consequente urbanização desordenada, com as principais cidades brasileiras ocorrendo nas áreas que originalmente eram de Mata Atlântica, e o consumo insustentável dos recursos naturais.

Um dos grandes desafios atuais para a conservação da Mata Atlântica é reverter o processo de diminuição da sua cobertura florestal e garantir a proteção, a recuperação e, especialmente, o uso sustentável dos seus recursos naturais. O desenvolvimento sustentável tem sido apontado como a melhor forma de garantir a proteção da diversidade biológica, a qualidade ambiental e o desenvolvimento social, em bases que assegurem a importância das comunidades tradicionais e locais.

Um exemplo de manejo sustentável é o cacau. Cultivado há milhares de anos pelos astecas, do México, e os incas, do Peru, o cacau é uma árvore encontrada em estado silvestre na floresta tropical, nas bacias do Orinoco e do Amazonas. O cacau começou a ser cultivado, no Brasil, com sementes provenientes do Pará, em 1746. A produção cresceu ano a ano, chegando a números exponenciais no início do século XX, quando o cacau implantou-se no sul da Bahia até o vale do Rio Doce, no Espírito Santo, em terras de Mata Atlântica, onde continua até hoje. Ao contrário das práticas predatórias historicamente utilizadas no Brasil, o cultivo do cacau foi introduzido pelo sistema das cabrucas, que é o plantio feito em áreas sombreadas, o que proporcionou a manutenção das árvores maiores e mais antigas da mata.

Para se chegar ao desenvolvimento sustentável, é necessário a participação de toda a sociedade, que deve perceber a importância da Mata Atlântica e cobrar ações mais efetivas dos Governos Federal, Estauduais e Municipais, do Legislativo e do Judiciário e também auxiliar no desenvolvimento de projetos para a recuperação ambiental, social e econômica que gerem alternativas de desenvolvimento compatíveis com a manutenção e a conservação da Mata Atlântica.

A conservação da Mata Atlântica também depende de um esforço individual de todos para a mudança de atitudes no dia-a-dia e no padrão de consumo desenfreado, que leva ao esgotamento dos recursos naturais. Todos podem colaborar escolhendo produtos que tiveram menor impacto ao serem produzidos, como alimentos orgânicos, madeira certificada ou de reflorestamento, entre outros, auxiliando em projetos de reciclagem, não comprando animais silvestres, palmitos, orquídeas e bromélias na beira de estradas e cuidando do meio ambiente do seu bairro e da sua cidade. Hoje, existem mecanismos de políticas públicas que podem ajudar na conservação do meio ambiente, como o plano diretor municipal participativo, no qual a população pode e deve influenciar na ampliação de áreas verdes.

Mesmo reduzida e muito fragmentada, a Mata Atlântica possui uma importância enorme, pois exerce influência direta na vida de mais de 80% da população brasileira distribuída em seu domínio. Ela regula o fluxo dos mananciais hídricos, assegura a fertilidade do solo, controla o clima e protege da erosão escarpas e encostas das serras, além de abrigar patrimônio histórico e cultural e conter espécies que podem ser usadas em produtos farmacêuticos, alimentícios ou para outros usos. Por outro lado, a região da Mata Atlântica abriga belíssimas paisagens, de valor cênico imensurável, cuja proteção é indispensável ao desenvolvimento do ecoturismo.”

Uma Matéria Especial do Site Caminhadas e Trilhas.

Fundação faz anúncios para a conscientização da população confira:

Criado pela A F/Nazca Saatchi & Saatchi para a Fundação SOS Mata Atlântica, este anúncio aparenta ser visualmente inovador.

O anúncio foi desenvolvido para conscientizar a população que nos resta apenas 7% da Mata Atlântica.

Fonte: iZIP mídia colorida